segunda-feira, 6 de julho de 2026

O último adeus, a última vez...

 


Eram por volta das 19 horas quando o árbitro apitou o fim do jogo. O Brasil estava eliminado. Mas não era uma simples eliminação, era também uma despedida. Foi a última vez que tivemos o prazer de tê-lo em um jogo do Brasil em Copas. 

Sua despedida poderia ter sido mais feliz. Quando Neymar bateu aquele pênalti, o grito de gol saiu com tristeza e quase não houve comemoração. Sabíamos todos que era tarde demais e que aquele gol era o derradeiro, era o fim da estrada, era o ponto final. 

Amado por muitos, odiado por outros e respeitado por mim, foi ele, por algumas Copas do Mundo, quem alimentou o sonho de milhões de brasileiros de ver o Brasil novamente campeão. Ele surgiu novinho e logo se tornou referência. Para muitos, a única referência que tivemos em anos. Somente no passado tivemos outros iguais ou melhores. Mas a idade chegou e sabíamos que ele já não era mais o mesmo.

A brilhante carreira, construída com muito talento e dedicação, vai continuar, mas, agora, sua história com a seleção chegou ao fim. Ele merecia um final melhor. Um final mais feliz. Mas... não foi possível. Fica a certeza de que seu nome será lembrado como sinônimo de seleção e para sempre estará marcado nas memórias de todos nós. 

Agora, descanse e... Obrigado por tudo, GALVÃO BUENO!