segunda-feira, 20 de julho de 2026

O mais simples como o mais importante

 

Muita gente torceu o nariz ao ver Rodri como vencedor da Bola de Ouro da Copa do Mundo de 2026. Questionaram como pôde o prêmio não ter ficado com Messi ou Mbappé, jogadores que quebraram recordes como maiores artilheiros da história das Copas. Sim! Existe explicação. E tem a ver com como o futebol mudou e é visto atualmente. 

Enquanto nós, saudosistas, valorizamos a individualidade, o drible e os gols, o futebol moderno valoriza a competividade, o coletivo e a eficiência. Sai de cena a jogada de craque, entra a simplicidade eficiente. 

O Bola de Ouro não fez gols, nem deu assistências. Não deu caneta e muito menos deu chapéu. Apenas fez o... simples! O simples mais bem feito possível, comandando o meio de campo da campeã, como um maestro conduz sua orquestra.

Ele nem precisou correr tanto. Trotava, se apresentava, recebia e já tocava, sem firulas. Só toques rápidos, simples e objetivos. Erros quase zero. Fazia a bola girar e mantinha seu time com a posse de bola. Um volante que marcou e desarmou, mas sem precisar dar carrinho ou pancada. Elegante, como se jogasse de terno. 

O talento dos craques sempre será importante, mas Rodri mostrou que alinhar talento com simplicidade pode ser muito mais eficiente. O time adversário, mesmo com um dos maiores craques do futebol, foi colocado na roda pelo time comandado pelo rei do futebol simples. Quem faz o simples pode não aparecer para o grande público, mas potencializa o alcance dos objetivos. Renato Russo desejou que, "ao menos uma vez, o mais simples fosse visto como o mais importante". Renato não está vivo, mas deve ter ficado "feliz da vida" ao ver o quanto o simples foi, enfim, reconhecido.

Fica a lição. Faça sempre o simples e o bem feito no seu trabalho, nas suas relações, na sua casa. Simplifique! Assim como no futebol, ao fazer o simples na sua vida, você talvez não apareça aos olhos de muitos e seja reconhecido apenas por poucos. Mas, justamente, por aqueles poucos que são os mais importantes na sua vida.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

O último adeus, a última vez...

 


Eram por volta das 19 horas quando o árbitro apitou o fim do jogo. O Brasil estava eliminado. Mas não era uma simples eliminação, era também uma despedida. Foi a última vez que tivemos o prazer de tê-lo em um jogo do Brasil em Copas. 

Sua despedida poderia ter sido mais feliz. Quando Neymar bateu aquele pênalti, o grito de gol saiu com tristeza e quase não houve comemoração. Sabíamos todos que era tarde demais e que aquele gol era o derradeiro, era o fim da estrada, era o ponto final. 

Amado por muitos, odiado por outros e respeitado por mim, foi ele, por algumas Copas do Mundo, quem alimentou o sonho de milhões de brasileiros de ver o Brasil novamente campeão. Ele surgiu novinho e logo se tornou referência. Para muitos, a única referência que tivemos em anos. Somente no passado tivemos outros iguais ou melhores. Mas a idade chegou e sabíamos que ele já não era mais o mesmo.

A brilhante carreira, construída com muito talento e dedicação, vai continuar, mas, agora, sua história com a seleção chegou ao fim. Ele merecia um final melhor. Um final mais feliz. Mas... não foi possível. Fica a certeza de que seu nome será lembrado como sinônimo de seleção e para sempre estará marcado nas memórias de todos nós. 

Agora, descanse e... Obrigado por tudo, GALVÃO BUENO!